Codex Sinaiticus


O Codex Sinaiticus foi descoberto por Constantine Tischendorf no Mosteiro de Santa Catarina (Ortodoxo Grego) no Monte Sinai. Ele descobriu a primeira parte em 1844 e a segunda, em 1859. Em maio de 1844, em sua ida ao Monte Sinai, Tischendorf parou em Roma, onde teve uma audiência com o Papa Gregório XVI. Como o Catolicismo Romano, a Igreja Ortodoxa Grega possui também o falso evangelho da graça mais obras e sacramentos, mantendo a doutrina antibíblica da veneração às relíquias. O Mosteiro de Santa Catarina tem uma sala inteira repleta de caveiras!

Segue a história de como Tischendorf encontrou o Sinaiticus: “No ano de 1844, enquanto viajava sob o patrocínio de Frederick Augustus, Rei da Saxônia, em busca de manuscritos, Tischendorf chegou ao Convento de Santa Catarina, no Monte Sinai. Ali observando certos documentos de aparência antiga, numa cesta de papéis, prontos para serem incinerados no forno, ele os apanhou e descobriu que eram 43 folhas de vellum da Versão Septuaginta. Foi-lhe permitido levá-las; mas desejando ele salvar as outras partes do manuscrito, do qual ouvira falar, explicou o seu valor aos monges e estes, tendo sido esclarecidos, permitiram-lhe copiar somente uma página, tendo se recusado a vender-lhe o resto. Ao regressar, ele publicou, em 1846, o que havia conseguido obter, com o nome de “Codex Frederick Augustanus”, dedicado ao seu benfeitor. (“A Guide To The Textual Criticism of the New Testament”, p. 24). Alguns inimigos da defesa da Bíblia King James têm afirmado que os manuscritos não foram encontrados na “cesta de lixo”, mas a verdade é que o foram. Foi isso o que Tischendorf exatamente escreveu: “Percebo uma grande e ampla cesta cheia de antigos pergaminhos; e o bibliotecário me contou que duas pilhas idênticas já haviam sido atiradas às chamas. O que me surpreendeu foi encontrar no meio dessa pilha de papéis...” (Narrative of the Discovery of the Sinaitic Manuscript”, p. 23). John Burgon, que ainda vivia, quando Tischendorf descobriu o Sinaiticus, também visitou pessoalmente o Mosteiro de Santa Catarina, a fim de pesquisar manuscritos antigos. Ele testemunhou que os manuscritos “eram depositados na cesta de lixo do Convento” (The Revision Revised, 1883, ps. 319 e 342).

Vamos considerar alguns fatos básicos sobre o Codex Sinaiticus:

As folhas do Codex mediam 13 x 15 polegadas. O texto é escrito em caracteres unciais, sem pontuação, exceto ocasionais apóstrofos e períodos. É escrito em quatro colunas na página (exceto nos livros poéticos, os quais são escritos em duas largas colunas). Existem 48 linhas por coluna (exceto nas epístolas católicas, as quais têm 47 linhas por coluna). A maior porção do Sinaiticus (346 folhas, 199 das quais são o VT) está guardada na Biblioteca Britânica e estava exposta, quando a visitei, em minha quinta ou sexta viagem, em abril 2003, e estava aberta em Marcos 16, mostrando claramente a óbvia omissão dos versos 9-20 (Tischendorf mais tarde havia persuadido os monges a dar o manuscrito ao Czar da Rússia e em 1933 o governo russo o vendeu ao Museu Britânico por 100.000 Libras, ou cerca de 500.000 dólares. Ele chegou ao Museu exatamente antes do Dia de Natal de 1933). Outras 43 folhas estão na biblioteca da Universidade de Leipzig (Hélio, essas eu poderei ver, quando for visitar minha neta em Leipzig! ÓTIMO, MARY!) e três folhas parciais estão em Leningrado (Os monges do Mosteiro de Santa Catarina descobriram várias folhas de Gênesis, em 1975).

Vamos considerar as excentricidades do Codex Sinaiticus:

1. - O Sinaiticus foi escrito por três diferentes escribas, tendo mais tarde sido corrigido por vários outros. (Foi essa a conclusão após uma ampla investigação feita por H. J. M. Milne e T. C. Skeat, do Museu Britânico, a qual foi publicada em ”Scribes and Correctors of Codex Sinaiticus”, Londres, 1938).

Tischendorf contou 14.800 correções no manuscrito (David Brown, “The Great Uncials”, 2000). Dr. F. H. A. Scrivener, o qual publicou “A Full Collection of the Codex Sinaiticus”, em 1864, testificou: “O Codex está coberto de alterações de um caráter obviamente correcional, efetuado por pelo menos dez revisores diferentes, algumas delas sistematicamente espalhadas em cada página, outras ocasionais ou limitadas a porções separadas do manuscrito, sendo muitas dessas contemporâneas do primeiro escritor, mas a maior parte delas pertencendo ao 6º. ou 7º. Século”. Desse modo, fica evidente que os escribas, no passar dos anos, não consideravam o Sinaiticus como representando o puro texto. O porquê de ser ele tão reverenciado pelos modernos críticos é um mistério.

2. - Uma grande porção de relaxamento é exibida na cópia e na correção. “O Codex Sinaiticus abunda em erros visuais e escritos, a tal ponto de se constituir num fato jamais igualado, mas felizmente não comum em documentos de primeira classe em matéria de importância. Em muitas ocasiões, 10, 20, 30 ou mais sentenças inteiras são freqüentemente sobrescritas duas vezes ou então começam e são logo canceladas. Ao mesmo tempo em que ocorre esse grosseiro erro, uma cláusula é omitida por chegar ao fim com as mesmas palavras da cláusula precedente, não menos de 115 vezes no Novo Testamento” (John Burgon, The Revision Revised). É claro que os escribas que copiaram o Sinaiticus não eram homens fiéis a Deus, os quais tratavam as Escrituras com a máxima reverência. O número total de palavras omitidas no Aleph, somente nos evangelhos, é de 3.455, quando comparadas ao Texto Grego Recebido (Burgon, Ibid, p. 75).

3. - A primeira das versões foi feita por Pamphilius (falecido em 309 d.C.) à luz da Hexapla de Orígenes (James Adair Jr., “Sinaiticus” - Eerdmans Dictionary of the Bible). Existe uma nota no Sinaiticus que diz: “Apanhado e corrigido conforme a Hexapla de Orígenes: Antonius o comparou; eu, Pamphilius o corrigi”. O problema com isso é que Orígenes era um herege de primeira classe e mudou o texto da Escritura [estribado] sobre “a autoridade” de falsos mestres, tais como Valentinus, o qual negava a Divindade de Jesus Cristo. Orígenes ensinava a regeneração batismal, acreditava no purgatório e ensinava que todos os homens, e até mesmo Satanás [e as estrelas], eventualmente seriam salvos; ele acreditava na preexistência das almas humanas e ensinava que o Espírito Santo era a primeira criatura de Deus, entre outras heresias.

4. - Marcos 16:9-20 é omitido no Sinaiticus, porém esteve originalmente ali, tendo sido apagado.

5. - A folha contendo o final do Evangelho de Marcos e o começo de Lucas, com a omissão de Marcos 16:9-20, foi acrescentada ao mesmo, em algum ponto. “Tischendorf, que descobriu o Codex, admoestou que essas quatro páginas pareciam ter sido escritas por uma mão diferente, com tinta diferente da [tinta usada] no resto do manuscrito. Seja como for, um cuidadoso escrutínio revela o seguinte: o final de Marcos e o começo de Lucas ocorrem na página 3 (das quatro); as páginas 1 e 4 contêm uma média de 17 linhas do texto grego impresso por coluna (são 4 colunas por página), exatamente como o restante do Codex; a página 2 contém uma média de 15,5 linhas do texto impresso por coluna (4 colunas); a primeira coluna da p. 3 contém apenas 12 linhas do texto impresso e, desse modo, o verso 8 ocupa o topo da segunda coluna, cujo resto está em branco (exceto por alguns desenhos); Lucas começa no topo da coluna 3, a qual contém 16 linhas do texto impresso, enquanto a coluna 4 é registrada com 17 linhas. Na página 2, o falsificador começou a espalhar as letras, conseguindo deslocar para a frente seis linhas do texto impresso; na primeira coluna da página 3 ele começou a ficar desesperado e conseguiu deslocar para frente [mais] cinco linhas de texto impresso [e ele fez isto] em apenas uma coluna! Desse modo, ele conseguiu levar duas linhas do verso 8 para a segunda coluna, evitando que a coluna ficasse vazia (como acontece no [manuscrito] B). Essa segunda coluna acomodaria mais 15 linhas do texto impresso, as quais, junto com as outra 11 totalizam 26 linhas. Os versos de Marcos 16:9-20 ocupam 23,5 dessas linhas, de modo que existe lugar de sobra para eles. Realmente parece ter havido um jogo sujo e baixo, e não haveria necessidade alguma do mesmo, a não ser que a primeira mão [o manuscrito original, escrito pela mão de Marcos] realmente contivesse os versos em disputa. EM QUALQUER QUE SEJA O CASO, ALEPH, CONFORME PERMANECE, É UMA FALSIFICAÇÃO E, PORTANTO, NÃO PODE SER LEGITIMAMENTE ALEGADO COMO EVIDÊNCIA CONTRA [ESSES VERSOS] (Wilbur Pickering, “The Identity of the New Testament Text”, Apêndice F, “Mark 16:9-20 e and the Doctrine of Inspiration”).

Tischendorf, que descobriu o códice, advertiu que aquelas quatro páginas pareciam ter sido escritas por uma mão diferente e com uma tinta diferente daquelas do resto do manuscrito. Seja como for, uma inspeção cuidadosa revela o seguinte: o final de Marcos e o início de Lucas ocorrem na página 3 (das quatro); as páginas 1 e 4 contêm o equivalente a uma média de 17 linhas de texto grego impresso por coluna (há quatro colunas por página), exatamente como o resto do códice; a página 2 contém uma média de 15,5 linhas de texto impresso por coluna; a primeira coluna da página 3 contém apenas doze linhas de texto impresso e deste modo o v. 8 ocupa o topo da segunda coluna, o resto da qual está em branco (exceto por alguns desenhos); Lucas começa no topo da coluna 3, a qual contém 16 linhas de texto impresso enquanto a coluna 4 volta a conter 17 linhas. Assim, na página 2 o falsário começou a espalhar as letras de modo a deslocar o equivalente a seis linhas do texto impresso. Na primeira coluna da página 3 ele ficou desesperado e deslocou o equivalente a cinco linhas de texto impresso, somente em uma coluna! Desta maneira [deslocando o equivalente a um total de 11 linhas do texto impresso] ele conseguiu levar duas linhas do verso 8 para a segunda coluna, evitando a reveladora coluna vazia (como a de B). Aquela coluna vazia acomodaria mais 15 linhas de texto impresso, o que, com as outras 11, perfaz um total de 26. Versos 9-20 ocupam 23,5 tais linhas, Portanto há abundante espaço para eles. Realmente parece que houve jogo sujo, e não teria havido necessidade disto a não ser que a 1a mão do MS de fato exibisse os versos disputados. De qualquer modo, .Sinaiticus, tal qual se apresenta, é forjado e portanto não pode ser legitimamente alegado como uma evidência contra os versos. (Wilbur Pickering, “The Identity of the New Testament Text”, Apêndice F, “Mark 16:9-20 e and the Doctrine of Inspiration”). H. F. A. Scrivener acreditava que o mesmo escriba que copiou o Vaticanus também copiou as páginas que foram inseridas no Sinaiticus. “... Estranho é relatar que isso acontece com a folha exata na qual termina o Evangelho de São Marcos e o de São Lucas é escrito. (Marcos 16:2 – Lucas 1:56) é uma das seis folhas do Codex Aleph, o que tem levado à sustentação de que foram escritas pelo mesmo escriba do Codex B. A ‘inferência’, observa Scrivener, ‘é simples e direta, de que, pelo menos nessas folhas, o Codex B, o Sinaiticus dão apenas um testemunho, não dois’” (Burgon and Miller, “The Traditional Text” p. 233, citando Scrivener, “A Plain Introduction to the Criticism of the New Testament, II, p. 337, nota 1).

6. - O Sinaiticus inclui os livros apócrifos (Esdras, Tobias, Judite e I e II Macabeus, Sabedoria e Eclesiástico), além de dois escritos heréticos, a Epístola de Barnabé e o Pastor de Hermas. A apócrifa Epístola de Barnabé está repleta de heresias e fantasiosas alegorias, afirmando, por exemplo, que Abraão estava familiarizado com o alfabeto grego e que a água do batismo salva a alma. O Pastor de Hermas é um escrito gnóstico que apresenta a heresia docetista de que o Espírito do Cristo veio sobre Jesus em seu batismo.

7. - O Sinaiticus exibe a influência gnóstica em seu conteúdo. Em João 1:18 “o Filho unigênito” é mudado para “o unigênito de Deus”, perpetuando, assim, a antiga heresia ariana que desassocia o Filho Jesus Cristo do próprio Deus, quebrando a clara conexão entre o Deus de João 1:1 com o Filho de João 1:18. Sabemos que Deus não foi gerado; foi o Filho quem foi gerado na encarnação.

Autor: David Cloud

1 comentários:

Anônimo 17 de abril de 2013 08:34  

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O nome "Bíblia" vem do grego "Biblos", nome da casca de um papiro do século XI a.C.. Os primeiros a usar a palavra "Bíblia" para designar as Escrituras Sagradas foram os discípulos do Cristo, no século II d.C.

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