As Dez Virgens


“Eu creio que as Dez Virgens representam o povo da Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias e não as pessoas comuns do mundo. Todas as virgens, tanto as sábias, quanto as néscias, tinham aceito o convite para a ceia nupcial; elas tinham conhecimento do programa e haviam sido avisadas sobre o importante dia que chegaria.

Elas não eram gentios, os ateus, ou os pagãos, nem eram necessariamente corruptas ou réprobas, mas eram pessoas que tinham conhecimento e totalmente não estavam preparadas para os acontecimentos vitais que iriam influenciar sua vida eterna. E as tinham o evangelho salvador e exaltador, mas não tinham feito dele o centro de sua vida. Elas sabiam o caminho, mas deram apenas uma pequena medida de lealdade e devoção.

Eu vos pergunto: Que valor tem um carro sem motor? Um copo sem água, uma mesa sem comida, uma lâmpada sem óleo? Buscando suas lâmpadas para iluminar o caminho através das trevas, a metade delas encontrou-as vazias. Essas cinco virgens desprevenidas foram néscias e enganaram a sim mesmas.

Aparentemente o noivo teve bons motivos para demorar-se; o tempo passou e ele não tinha chegado. Elas ouviram falar sobre sua vinda por tanto tempo e por
tantas vezes, que essa afirmativa aparentemente se lhes tornou sem significado. Será que ele virá? Há tanto tempo estiveram esperando, que acabaram pensando que ele nunca mais viria. Talvez fosse apenas um mito. Centena de milhares de nós, hoje em dia, está na mesma posição.

A confiança foi enfraquecida e a paciência diminuiu. É tão difícil esperar e estar sempre preparado, mas não devemos adormecer. O Senhor nos deu essa parábola como um aviso especial. A meia-noite a notícia vital se ouviu: Eis que o noivo chega, correi para encontrá-lo. Então todas as virgens se levantaram e prepararam suas lâmpadas. Até mesmo as virgens néscias fizeram isto, mas já tinham usado todo o óleo das lâmpadas e não possuíam mais nenhum para enchê-las.

Elas procuraram compensar o tempo perdido, mas muito tarde; só agora começavam a ficar cientes da tragédia de não estarem preparadas. Elas haviam sido ensinadas; haviam sido avisadas durante toda a vida... As néscias pediram às outras que repartissem seu óleo, mas a preparação espiritual não pode ser partilhada num instante. As sábias tinham que ir, ou o noivo não seria bem recebido, e precisavam de todo o óleo para si mesmas; não podiam salvar as néscias. A responsabilidade era individual.

Isso não foi egoísmo ou indelicadeza. A espécie de óleo que é necessário para iluminar o caminho e romper a escuridão não é partilhável. Como é possível partilhar a obediência ao princípio do dízimo, a mente tranqüila por um viver digno, e o conhecimento acumulado? Como pode alguém partilhar a fé e o testemunho, as atitudes, a castidade? Como partilhar os privilégios das ordenanças do templo ou as experiências de uma missão? Cada um deve obter essa espécie de óleo por si mesmo. As virgens néscias não eram avessas à compra de óleo, e sabiam que deviam tê-lo em reserva.

Elas simplesmente deixaram para a última hora, não sabendo quando chegaria o noivo. Na parábola, o óleo pode ser comprado no mercado. Em nossa vida o óleo da preparação é acumulado gota por gota através de um viver digno. Assistir às reuniões sacramentais acrescenta óleo às nossas lâmpadas, gota por gota, com o passar dos anos. Jejum, oração, ensino familiar, controle dos apetites físicos, pregar o evangelho, estudar as escrituras, cada ato de dedicação e obediência é uma gota acrescentada a nossa reserva.

Atos de bondade, pagamentos de ofertas e dízimos, pensamentos e atos castos, casamento no convênio para a eternidade, estes também fornecem de forma importante o óleo com o qual podemos, à meia-noite, reabastecer nossas lâmpadas vazias.

(Faith Precedes the Miracle, PP. 253-256)

1 comentários:

Anônimo 25 de setembro de 2009 13:40  

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O nome "Bíblia" vem do grego "Biblos", nome da casca de um papiro do século XI a.C.. Os primeiros a usar a palavra "Bíblia" para designar as Escrituras Sagradas foram os discípulos do Cristo, no século II d.C.

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