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Graça é dom de Deus

A Graça é dom de Deus, apropriado pela fé, que também é Graça , pois, é também dom de Deus; a qual se origina do trabalho do Espírito Santo na consciência-coração humano, pela revelação da Verdade , que é Cristo Jesus; o qual é o Princípio e o Fim—Alfa e Ômega— de toda relação de Deus com a criação e todas as criaturas, visto que Ele se-fez-foi-feito-em-si-mesmo o Cordeiro imolado antecipadamente pela culpa da criatura e de toda criação, antes da fundação do mundo; sendo que, entre os homens, Sua manifestação histórica se realizou na Sua encarnação, morte, ressurreição e ascensão acima de todas as coisas; e, foi Ele, o Cordeiro de Deus, quem estabeleceu que por Sua Graça se pode ter Vida; e, isto, não é tão somente algo que se manifesta dos céus para a terra, mas também entre os humanos na forma de duas tomadas de consciência: a primeira é que quem recebeu Graça não nega Graça, pois, quem foi perdoado tem que perdoar ; e, em segundo lugar, mediante a cessação dos julgamentos entre os homens, visto que,  quem foi absolvido pela Graça de Cristo já não se oferece para ser juiz do próximo; antes pelo contrário, tal percepção induz a caminhar na prática das obras preparadas de antemão para que andássemos nelas, sendo sua maior expressão o amor com que devemos nos amar uns aos outros; e, sendo assim, para tais pessoas, guiadas pelo Espírito da Graça, a germinação de seus corações na fé em Jesus, gera o fruto do Espírito que torna toda Lei obsoleta e desnecessária para a consciência que recebeu a revelação do Evangelho. O resto é invenção humana para diminuir a Loucura da Cruz e o Escândalo da Graça.





Caio

A verdade do Senhor permanece para sempre.

Trovejas sobre mim, Senhor, teus juízos; sacodes com temor e tremor meus ossos todos e minha alma se apavora. Paro atônito e considero que até
os céus não são puros diante de teus olhos (cf. Jó 15,15; 4,18).

Se nos anjos encontraste maldade e não os poupaste, que seráde mim? Caíram as estrelas do céu (cf. Ap 6,13), e eu, pó, a que me atrevo? aqueles, cujas obras pareciam excelentes, tombaram profundamente, e os que comiam o pão dos anjos passaram a se deleitar com as vagens dos porcos. Não há santidade, Senhor, se retiras tua mão; nenhuma sabedoria será proveitosa, se desistires da tua orientação; força alguma conta, sem a tua conservação. Pois abandonados, afundamos e perecemos; mas visitados, nos erguemos e vivemos. Somos instáveis, por ti nos firmamos. Tíbios, por ti nos afervoramos. Foi absorvida toda vanglória na profundeza de teus juízos sobre mim.

Que é a carne diante de ti? Acaso se gloriará o barro contra quem o plasma? (cf. Is 29,16).


Como poderá erguer-se com jactância o coração daquele que é submisso a Deus de verdade? O mundo inteiro não consegue ensoberbecer aquele que a verdade conseguiu submeter; nem os lábios elogiosos de todos poderão abalar quem toda sua esperança pôde em Deus firmar.Pois aqueles que falam, nada dizem; passarão com o som das palavras; porém a verdade do Senhor permanece para sempre(Sl 116,2).

A PORTA DE DEUS

A PORTA DE DEUS. ENTRE POR ELA VOCÊ TAMBÉM!

“Entrai pelas suas portas com ação de graças, e em seus átrios comlouvor; dai-lhe graças e bendizei o seu nome”, Salmo 100:4.O ato de entrar ou passar pelas portas tem um grande significado.Revela a relação daquele que está entrando com a família, quando setrata de uma casa, ou com as autoridades, líderes e moradores no casodas cidades muradas na antiguidade. O Apóstolo João e Pedrodemonstram isso quando foram para a casa do Sumo Sacerdote quandoCristo foi levado.

João entrou na casa e Pedro teve que esperar do ladode fora até que ele voltasse e falasse com a porteira para ele deixá-lopassar pela porta.O salmista fala da casa do Senhor, a Casa de Oração, louvor eadoração, o templo do Senhor em Jerusalém. Ir à casa do Senhor eraconsiderado um grande privilégio, e pelas suas portas entravamagradecidos e dentro entoavam cânticos de louvor, acão de graças eexaltação ao nome do Senhor (João 18:15-16).No tempo do salmista apenas Israel era considerado povo deDeus.

Jesus Cristo, o Cordeiro de Deus, ao derramar seu sangue naCruz abriu as portas do Templo de Deus dando acesso à ele a todoaquele que crer e convessá-lo como Filho de Deus.Venha você também, creia, confesse, e passe pela Porta de Deusque é Cristo e apresente-se diante do Rei do Universo como cidadão doReino dos Céus com cânticos de Louvor.

Cristãos, nomes e títulos

O  amor de Deus para com o homem é incontestável, em toda a Bíblia O encontramos demonstrando este carinho, este cuidado é um zelo que jamais poderemos explicar. Nesta relação, veremos os mais diversos nomes e expressões com as quais os “santos” são designados, são formas carinhosas, agradáveis que em sua essência externa o amor de Pai para com a sua criatura.

Quero que o teu coração seja sensibilizado pelo Espírito Santo, que teus olhos sejam abertos e vejas o quanto és especial para o Todo-Poderoso, és objeto de um zelo gratuito do qual não somos merecedores.

Nossa alegria deve ser extrema, pois fomos alcançados pela grande misericórdia e resta-nos como dever, vivermos em santidade, pureza, demonstrando o amor que nos foi dado. É o tempo certo para derramar-nos diante do santo trono, jogar fora todas as tradições e pré-determinações de homens; e, cheios do Espírito Santo deixar-nos levar pelo vento do Senhor. 

Veja os nomes e expressões que designa os santos do Senhor: 

Crentes – At 5.14; 1Tm 4.12  Amados de Deus – Rm 1.7
Benditos do Senhor – Gn 24.31; 26.29  Benditos do Pai – Mt 25.34
Irmãos – Mt 23.8; At 12.17  Irmãos de Cristo – Lc 8.21; Jo 20.17
Chamados – Rm 1.6  Filhos do Senhor – Dt 14.1
Filhos de Deus – Jo 11.52; 1Jo 3.10; Rm 9.26  Filhos do Pai – Mt 5.45
Filhos do Altíssimo – Lc 6.35  Filhos de Abraão – Gl 3.7
Filhos de Jacó – Sl 105.6  Filhos da Promessa – Rm 9.8; Gl 4.28
Filhos do Reino – Mt 13.38  Filhos de Sião – Sl 149.2; Jl 2.23
Filhos da Luz – Lc 16.8; Ef 5.8  Filhos do Dia – 1Ts 5.5
Filhos da Ressurreição – Lc 20.36  Filhos Queridos – Ef 5.1
Escolhidos – 1Cr 16.13  Vasos Escolhidos – At 9.15
Cristãos – At 11.26; 26.28  Geração Escolhida – 1Pe 2.9
Discípulos de Cristo – Jo 8.31; 15.8  Eleitos de Deus – Cl 3.12; Tt 1.1
Epístolas de Cristo – 2Co 3.3  Excelentes – Sl 16.3
Irmãos fiéis de Cristo – Cl 1.2  Fiéis – Sl 12.1
Concidadãos dos Santos – Ef 2.19  Co-herdeiros – Ef 3.6; Rm 8.17
Conservo – Ap 6.11  Amigos de Deus – 2Cr 20.7; Tg 2.23
Amigos de Cristo – Jo 15.15  Piedosos – Sl 4.3; 2Pe 2.9
Herdeiros de Deus – Rm 8.17; Gl 4.7  Herdeiros do Reino – Tg 2.5
Herdeiros da Promessa – Hb 6.17; Gl 3.29  Herdeiros da Salvação – Hb 1.14
Santos Irmãos – 1Ts 5.27; Hb 3.1  Nação Santa – Ex 19.6; 1Pe 2.9
Povo Santo – Dt 26.19; Is 61.1,2  Sacerdócio Santo – 1Pe 2.5
Justos – Hc 2.4;   Reis e Sacerdotes de Deus – Ap 1.6
Cordeiros – Is 40.11; Jo 21.15  Luzes do Mundo – Mt 5.14
Filhinhos – Jo 13.33; 1Jo 2.1  Pedras Vivas – 1Pe 2.5
Membros  de  Cristo  – 1Co 6.15; Ef 5.30
Homens  de  Deus  – Dt 33.1; 1Tm 6.11; 2Tm 3.17
Filhos Obedientes – 1Pe 1.14  Povo Peculiar – Tt 2.14; 1Pe 2.9
Povo de Deus – Hb 4.9; 1Pe 2.10  Colunas no Templo – Ap 3.12
Redimidos – Is 35.10; 51.11  Sacerdócio Real – 1Pe 2.9
Sal da Terra – Mt 5.13  Servos de Cristo – 1Co 7.22; Ef 6.6
Sevos da Justiça – Rm 6.18  Ovelhas de Cristo – Jo 10.1-16; 21.16
Peregrinos com Deus – Lv 25.23; Sl 39.12  Libertos do Senhor – 1Co 7.22 

Amados do Senhor, que cada um procure honrar tão valorosos títulos, vivendo condigno aos princípios dos santos. Pedras Vivas sejam abençoados.


Elias R. de Oliveira

CREIAM EM MIM

CREIAM EM MIM

Não se perturbe o coração de vocês. Creiam em Deus; creiam também em mim (Jo 14.1)

     Por que Jesus ordena que creiamos nele? Qual é o verdadeiro significado de crer em Jesus? Jesus  nos  dá  esse  mandamento  porque  todos  os  seres  humanos  estão  em  situação desesperadora,  e  somente  Ele  pode  resgatar-nos.  Jesus  nos  dá  esse  mandamento  porque, sozinhos,  nada  podemos  fazer;  precisamos  recorrer  a  ele  em  busca  de  ajuda.  Só  Jesus  pode salvar-nos desse perigo, e ele ordena que confiemos nele, para o nosso bem. 

A SITUAÇÃO DESESPERADORA EM QUE NOS ENCONTRAMOS

    Qual é  a situação desesperadora da qual só Jesus pode resgatar? Jesus explica desta forma em  Jo  3:16-18,36 (observe as palavras “pereça” e “condenar” e a expressão “ira de Deus”). Encontramo-nos em situação desesperadora, diz Jesus, porque estamos sob a ira de Deus. Esse é  o  preço  de  nosso  pecado.  Deus  é  justo,  e  sua  ira  se  acende  apenas  contra  as  atitudes  e comportamentos humanos que depreciam seu valor  e tratam com menosprezo. Todos nós já fizemos isso. Na verdade, fazemos isso todos os dias.

DEUS ENVIOU JESUS PARA MORRER EM NOSSO LUGAR

     A  verdade  maravilhosa  é  que  Deus  enviou  seu  Filho  Jesus  ao  mundo,  não  para  acentuar nossa condenação, mas para resgatar-nos dela. E, para regatar-nos, Jesus tomou sobre si essa condenação  e  morreu  em  nosso  lugar.  Jesus  não  exigiu  de  nós  atos  heróicos  de  penitência, apenas ordenou que confiássemos Nele. Jesus disse: “Eu sou o bom pastor. O bom pastor dá sua vida pela ovelhas”(Jo 10.11).  Isso  quer  dizer  que  a  morte  de  Jesus  foi  proposital!  Ele morreu  em  nosso  lugar.  Jesus  afirmou  ser  o  cumprimento  de  uma  profecia  registrada  em  Is. 53:4-6. Isaías profetizou 700 anos antes da vinda de Jesus ao mundo, que um Servo do Senhor morreria por seu povo. Jesus ordena que creiamos nele porque, sozinhos, não podemos fazer nada para livrar-nos da ira de Deus. Jesus tornou-se nosso substituto. Deus imputou a Jesus os pecados  que  nos  trariam  condenação.  O  amor  de  Deus  planejou  esta  substituição extraordinária: Jesus sofreu o que  merecíamos padecer para que pudéssemos usufruir  o que ele  merecia  –  a  vida  eterna.  Para  usufruir  essa  vida,  precisamos  crer  em  Jesus.  (Jo  6:47;  Lc 8:12).

QUAL O VERDADEIRO SIGNIFICADO DE CRER EM JESUS?

Não  há  portanto,  muitas  perguntas  mais  importantes  que  esta:  qual  o  verdadeiro  significado de  crer  em  Jesus?  Significa,  acima  de  tudo,  crer  na  veracidade  de  certos  fatos  históricos. Quando  o  discípulo  chamado  Tomé  duvidou  que  Jesus  houvesse  ressuscitado  fisicamente,  o Mestre  aproximou-se  dele  (Jo  20.27).  Crer  não  significa  dar  um  salto  no  escuro.  A  fé  tem fundamentos conteúdo. Baseia-se em fatos históricos. No entanto, crer em Jesus significa mais que conhecer fatos verdadeiros acerca de Jesus. Significa confiar nele como  a pessoa viva que realmente é. Foi por isso que Jesus, com simplicidade, pediu que  crêssemos nele (Jo 14:1; Mt 18:6). Crer em Jesus é mais que crer em fatos acerca de Jesus. Nós confiamos nele.

ESTAR SATISFEITO COM TUDO O QUE DEUS É POR NÓS EM JESUS

  Observe  que  Jesus  não  se  oferece  a  nós  como  mero  resgatador  em  quem  devemos  confiar, mas como água viva para saciar a sede. Ele também se oferece a nós como Pastor (Mt 26.31), Noivo (9.15), Tesouro (13.44), Rei, e assim por diante. O que significa “crer em “ Jesus como doador da água da vida? (Jo 7.37; 4.14). Em outra ocasião, Jesus estabeleceu uma ligação entre beber  essa  água,  crer  nele  e  aproximar-se  dele  (6.35).  Em  outras  palavras,  crer  em  Jesus  e beber a água da vida eterna  têm o mesmo significado. Significa apreciar tudo que Deus é por nós em Jesus e estar satisfeito com isso. Jesus é um resgatador. Jesus veio não apenas para nos resgatar  da  condenação,  mas  também  para  que  usufruíssemos  a  vida  eterna,  e  isso  significa que,  em  Jesus,  podemos  sentir  tudo  o  que  Deus  é  para  nós  (Jo  17.3).  Ele  sabe  do  que precisamos  muito  mais  que  nós  mesmos.  Precisamos  ser  resgatados  da  ira  de  Deus  e estabelecer um relacionamento com Deus que satisfaça nossa alma. Foi isso que Jesus veio nos conceder, e essa dádiva chega a nós apenas de uma forma: crendo nele. É esta a razão de ele ordenar ao mundo: “Creiam em mim”.

Celebridade no céu.

Enoque - Aquele que andou com Deus

Gênesis 05.21-24

Enoque não é um dos personagens bíblicos mais conhecidos. Na verdade, ele pouco émencionado nas Escrituras, e a maioria das pessoas nunca ouviu falar do seu nome. Enoque não passou a história como profeta, rei ou sacerdote. Nunca realizou um milagre, nem pregou um sermão memorável. Aparentemente, sua vida não chamou mais atenção na sua época do que o faz hoje. Entretanto, há algo que sabemos a respeito de Enoque: ele andou com Deus. 
Extremamente discreto na terra, Enoque tornou-se uma celebridade no céu. Foi um dos poucos homens que não experimentou a morte, pois Deus o levou diretamente para si. Assim como aquele patriarca, existem pessoas que jamais se tornarão famosas neste mundo, que nunca terão os seus nomes publicados nas revistas ou nos jornais, mas, cuja história será registrada na eternidade. Será você uma delas? Com Enoque, aprendemos o fato de que é possível caminhar com Deus no mundo, para, um dia, andarmos com ele no céu.

Sacerdócio e Dom.

 A Escritura ensina que todos os crentes são sacerdotes! O livro de Apocalipse declara que fomos feitos “sacerdotes para Deus” pela morte e erramamento do sangue deCristo (Ap.1.6; 5.10). A primeira epistola de Pedro também anuncia: “Vós também,como pedras vivas, sois edificados casa espiritual e sacerdócio santo, para oferecer sacrifícios espirituais e agradáveis a Deus por Jesus Cristo.” 

A epistola aos hebreus exorta aos cristãos como um todo para que se aproximem de Deus dentro do véu, no lugar santíssimo – na presença de Deus (Hb.10.19-22; 13.15-16). Como sacerdotes,temos direito de “aproximarmos” da Sua presença. No lugar que nenhum filho de Arão podia entrar. Inclusive quando Arão, o Sumo Sacerdote de Israel, entrava umavez ao ano adentro do véu, não entrava com a liberdade como nos temos agora; no Dia da Expiação entrava com temor de morrer, porem, nós podemos entrar “eminteira certeza de fé.”. 

Nas diversas passagens da Escritura em que se trata da questão do sacerdócio, não há menção, nem sequer uma insinuação, de que só algunsdos santos são sacerdotes. Tampouco há nenhum outro lugar no Novo Testamentoonde se propõe tal conceito. Quando o Novo Testamento fala de sacerdócio, serefere ao ato que todos os crentes constituem tal sacerdócio.Portanto, a Escritura ensina que todos os cristãos são sacerdotes, e, portanto todostêm o mesmo privilegio de exercer este privilegio na presença de Deus, é evidenteque não há necessidade de designar nenhum clero aparte dos outros crentes para queexerçam estes privilégios em favor do resto. 

Nas reuniões para o culto e oração (nasquais os cristãos exercem seu sacerdócio), só temos que esperar no Espírito de Deuspara que Ele conduza as orações e louvores dos santos. Se O deixarmos dirigir aassembléia no posto que Lhe pertence, Ele conduzirá um irmão ali e outro irmão lá,para que expressem de maneira audível a adoração e o louvor como porta-vozes daassembléia.A Diferença Entre Sacerdócio e Dom É importante compreender a diferença entre sacerdócio e dom. São duas coisasdistintas. Um sacerdote vai a Deus em representação do povo, aquele que exerce seudom vai ao povo em representação de Deus.

Os dons são, particularmente, o que o Senhor dá, como Cabeça da igreja, aosdiversos membros de Seu corpo, para que possam desempenhar o posto que Deus lhestem dado no corpo. A Bíblia ensina que cada membro do corpo de Cristo recebeu umdom (1 Co.12.7; Ef.4.7; 1Pd.4.10; Rm.12.6-8).Entretanto, nem todos os membros do corpo de Cristo têm um dom para ministrar aPalavra. Alguns podem ter um dom facilmente reconhecível: como evangelistas,pastores ou mestres (Ef.4.4-16;.12.4-8; 1 Co.12.4-31); no caso de outros, podetratar-se de coisas menos definidas, como “exercer misericórdia” (Rm.12.8; 1 Co.12.28). Tanto ao se tratar de evangelismo ou de ajudas, uma coisa é certa: quetodos temos algo para fazer no corpo de Cristo. 

Os dons têm sido dados com o propósito de “aperfeiçoar os santos para a obra do ministério, para a edificação do corpo de Cristo; até que todos cheguemos a unidade da fé e ao conhecimento doFilho de Deus, a varão perfeito, a medida da estatura completa de Cristo. Para quenão sejamos mais como meninos inconstantes, levados em roda por todo o vento dedoutrina, pelo engano dos homens que com astúcia enganam fraudulosamente.Antes, seguindo a verdade em amor, cresçamos em tudo naquele que a cabeça,Cristo” (Ef.4.12-15) isto nos mostra que os dons são para o beneficio espiritual da Igreja.

Idolatria ao Dar Graças.

Jonathan Edwards tem uma palavra para o nosso tempo, quedificilmente seria mais penetrante se ele estivesse vivo hoje. Tem a ver com ofundamento da gratidão. A verdadeira gratidão ou agradecimento a Deus, por suabondade para conosco, surge de um fundamento lançado antes:amar a Deus pelo que Ele é em si mesmo; enquanto a gratidãonatural não tem tal fundamento antecedente. As comoçõesgraciosas de afeição grata para com Deus, pela bondade recebida,sempre procedem de um estoque de amor já presente nocoração, estabelecido em primeiro lugar sobre outrofundamento, a saber, a própria excelência de Deus.

 Em outras palavras, a gratidão que agrada a Deus não é, em primeiroplano, um deleite nos benefícios dados por Deus (embora isso faça partedela). A verdadeira gratidão deve estar enraizada em algo que vem antes, istoé, um deleite na beleza e na excelência do caráter de Deus. Se isto não for ofundamento de nossa gratidão, então não está acima do que o “homemnatural” – sem o Espírito e a nova natureza em Cristo – experimenta. Nessecaso, a “gratidão” a Deus não Lhe é mais agradável do que todas as outrasemoções que os incrédulos têm sem deleitarem-se nele.Você não seria honrado se eu lhe agradecesse freqüentemente pelosseus dons para comigo, mas não tivesse consideração espontânea e profundapor você como pessoa. Você se sentiria insultado, não importando o quantoeu lhe agradecesse por seus dons. Se o seu caráter e personalidade não meatraíssem, nem me dessem alegria de estar na sua presença, você se sentiriausado, como uma ferramenta ou uma máquina para produzir as coisas que eurealmente amo.O mesmo acontece com Deus. Se não somos atraídos por Suapersonalidade e caráter, todas as nossas declarações de gratidão são como agratidão de uma esposa ao marido pelo dinheiro que ela recebe dele para usarem seu relacionamento com outro homem. 


Esta é exatamente a figura apresentada em Tiago 4:3-4. Tiago critica os motivos da oração que trata aDeus como um marido de adúltera: “Pedis, e não recebeis, porque pedis mal,para o gastardes em vossos deleites. Adúlteros e adúlteras, não sabeis vós quea amizade do mundo é inimizade contra Deus? Portanto, qualquer que quiserser amigo do mundo constitui-se inimigo de Deus”. Por que ele chama essaspessoas que oravam de adúlteras? Porque, embora estivessem orando,estavam abandonando seu marido (Deus) e indo atrás de um amante (omundo). E para piorar as coisas, estavam pedindo a seu marido (em oração)que financiasse o adultério.Surpreendentemente, esta mesma dinâmica espiritual deficiente éverdadeira, às vezes, quando as pessoas agradecem a Deus por ter mandadoCristo para morrer por elas. Talvez você já tenha ouvido alguém dizer oquanto devemos ser gratos pela morte de Cristo, porque ela nos mostra ogrande valor que Deus nos deu. Qual é o fundamento desta gratidão?Jonathan Edwards chama isso de gratidão de hipócritas. Por quê?Porque,primeiro eles se regozijam e se elevam com o fato de que sãomuito estimados por Deus; e então, sobre esse fundamento,Deus lhes parece de certa forma amável… Eles se alegram nomais alto grau em ouvir o quanto Deus e Cristo os estima.Portanto, o gozo deles é na verdade um gozo em si mesmos, enão em Deus.

 É chocante descobrir que uma das descrições mais comuns, hoje, sobrecomo responder à cruz, pode ser uma descrição de amor natural por simesmo, sem qualquer valor espiritual.Faremos bem em dar ouvidos a Jonathan Edwards. Ele não estavaapenas nos explicando a verdade bíblica de que devemos fazer todas as coisas,incluindo dar graças, para a glória da Deus (Coríntios 10:31)? E Deus não églorificado se o fundamento da nossa gratidão é o valor do dom, e não aexcelência do Doador. Se a gratidão não está enraizada na beleza de Deusantes do dom, ela provavelmente é uma idolatria disfarçada. Que Deus nosconceda um coração que se deleite nele por aquilo que Ele é, para que toda anossa gratidão por seus dons seja o eco da alegria na excelência do Doador!




John Piper

Os Últimos Dias.

Temos presenciado nestes últimos meses acontecimentos que tem despertado em nós preocupações e espanto a respeito do aumento da violência, dos casos de abusos de menores, terremotos, rumores de guerras entre países, crimes horrendos e de crueldade crescente. Alguns, como que tentando compreender ou até mesmo se conformar com estes fatos têm citado a Bíblia para explicar tamanha degeneração dos bons costumes humanos, buscando consolo nos Textos Sagrados para compreender o que nos cerca.


Jesus Cristo, no livro de São Mateus, capítulo 24 nos dá um panorama do que aconteceria nos últimos dias, os dias que precederiam a Sua volta a esta Terra. Muito ainda dizem que Ele nunca voltará, pois se o mataram da primeira vez, o fariam de novo, mas quando ele veio da primeira vez, veio como Cordeiro (João 1:29), agora virá como Leão (Apocalipse 5:5 e 10:3), sem possibilidade de ser capturado e morto, quem assim diz demonstra total desconhecimento da Bíblia. O Panorama apresentado em Mateus nos dá algumas pistas como nos versículos 6 e parte do 7: “E ouvireis de guerras e de rumores de guerras; olhai, não vos assusteis, porque é mister que isso tudo aconteça, mas ainda não é o fim. Porquanto se levantará nação contra nação, e reino contra reino...”.




Você até pode argumentar que sempre houve guerras no mundo, que não é nada novo, mas hoje, no mundo, temos 44 guerras em andamento na atualidade (computadas de 2003 até hoje), um número que nunca houve na história da humanidade, isso sem levar em conta conflitos diplomáticos. Também diz no restante do versículo 7, do mesmo capítulo 24: “haverá fomes, e pestes, e terremotos, em vários lugares”. Do mesmo modo, muitos argumentam que sempre houve terremotos, que agora a mídia divulga com muito mais rapidez, mas de janeiro a 15 de junho de 2010, tivemos 34 terremotos de magnitude superior a 3.0, ignorando os tremores mais brandos, abalos ocorrido no Haiti e no Chile foram amplamente divulgados, mas os da Espanha (6.3) em 11/04, Baja Californiano México em 4/10 (7.2) na Índia em 12/06 (7.5), não foram mencionados nos meios de comunicação, derrubando assim este mito, e reforçando que, sem dúvida, os abalos sísmicos têm aumentado, confirmando as profecias de Jesus.



Em II Tessalonicenses 2:3, Paulo Afirma: “Ninguém de maneira alguma vos engane; porque não será assim sem que antes venha a apostasia”. Referindo-se aos eventos finais deste mundo o Apóstolo ressalta a apostasia do fim dos tempos. A palavra apostasia pode ser interpretada por “afastamento da verdade, ou no abandono e na oposição a uma idéia ou doutrina anteriormente aceita”, sendo esta fé anterior segundo Paulo e o contexto, o evangelho, seria então como o surgimento de um novo evangelho, ou uma corrupção do verdadeiro evangelho, e é isso que temos presenciado na Igreja de Jesus nestes tempos, em que impera não mais o Evangelho de Arrependimento, de tomar a sua cruz e seguir a Cristo, mas um evangelho barato, sem dor, de barganhas com Deus, fazendo d´Ele um garçom para servir os homens conforme as necessidades surgem.



Este evangelho tem dominado a grande maioria das Igrejas chamadas Evangélicas, que tem substituídos suas reuniões solenes (os cultos) por ajuntamentos para celebrar uma alegria superficial, não profunda, mascarando a verdadeira alegria que é fazer parte do Corpo de Cristo na Terra. Muitos tem se sentido mais vazios de esperança pois não ouvem mais mensagens pregadas pelos pastores, de arrependimento, de mudança de vida, da alegria de servir a Cristo, mas apenas mensagens que elevam a autoestima, a valorização do homem pelo homem e promessas de vida melhor nesta terra, em que o homem tem que dominar tudo a sua volta.



O Evangelho do Senhor Jesus ainda é um evangelho de cruz, de coroa de espinhos, de cravos nas mãos e nos pés, e não um evangelho diet que não choca quem o ouve. A mensagem do verdadeiro evangelho tem que provocar dores na alma de quem a ouve, provocar impacto na vida de quem recebe a Palavra, dor pelo seu pecado, um desejo de mudança, angústia com sua condição de pecador e necessidade de um arrependimento genuíno e de uma vida regrada pela Palavra de Deus. Não é o Evangelho que tem de adaptar ao mundo, pois o mundo passará, “E o mundo passa, e a sua concupiscência; mas aquele que faz a vontade de Deus permanece para sempre” (I João 2:17) mas o homem tem que converter de seus maus caminhos se submeter ao evangelho de Jesus Cristo.



Pensando assim, creio que o maior sinal da volta do Senhor Jesus e o final dos Tempos seja a Apostasia dentro das Igrejas chamadas Cristãs, sinal este muito maior que terremotos, guerras e fomes. Leia Amós 8:11-12 “Eis que vêm dias, diz o Senhor DEUS, em que enviarei fome sobre a terra; não fome de pão, nem sede de água, mas de ouvir as palavras do SENHOR. E irão errantes de um mar até outro mar, e do norte até ao oriente; correrão por toda a parte, buscando a palavra do SENHOR, mas não a acharão.”. Isso já começou, está difícil Igrejas que pregam a Palavra de Deus pura, sem mistura de homem, o que vemos uma psicologia barata de livrinhos de auto ajuda como “5 passos para a vitória”, “3 passos para remir seu tempo”, “7 passos para ter sucesso ministerial”, e por aí se vai. Em Timóteo 4:3-4 nós lemos: “Porque virá tempo em que não suportarão a sã doutrina; mas, tendo comichão nos ouvidos, amontoarão para si doutores conforme as suas próprias concupiscências; e desviarão os ouvidos da verdade, voltando às fábulas.”



O povo ouve o que gosta de ouvir, mas Jesus sempre disse ao povo o que eles precisavam ouvir. A humanidade caminha para um evento que nunca antes houve em sua história, a volta do Rei Jesus. Atos 1:11.

Prepara-te para encontrares com teu Criador. Amós 4:12.


Neilton Domingues

Quem é o Culpado pela Homossexualidade?

Algumas  pessoas  sugerem  perversamente  que  o  Deus  e  Pai  de  Nosso  Senhor
Jesus  Cristo  é  “culpado”  pela  homossexualidade.  “Culpado”  requer
transgressão  da  lei,  e,  portanto,  culpa,  mas  o  Todo-Poderoso  não  pode  pecar  ou
mesmo  ser  tentado  ao  pecado.  Todos  os  caminhos  de  Jeová  são  “justos  e  retos”,
pois  “Deus  é  a  verdade,  e  não  há  nele  injustiça”  (Deuteronômio  32:4).  Assim,  a
Escritura, com retórica e indignação, pergunta “Ó homem, quem és tu, que a Deus
replicas?” (Romanos 9:20). 


Deus  criou  o  homem  santo  e  reto,  e  fez  todas  as  coisas  “muito  boas”  no
início  (Gênesis  1:31),  incluindo  a  criação  da  nobre  instituição  do  casamento  entre
um homem e uma mulher para a vida (Gênesis 2:24; Mateus 19:4-6; Hebreus 13:4).
No entanto, como disse Salomão, “Deus fez ao homem reto, porém eles buscaram
muitas  astúcias”  (Eclesiastes  7:29),  incluindo  pornografia,  fornicação,  adultério,
estupro, bestialidade, pedofilia, sodomia e lesbianismo. 


Paulo,  um  apóstolo  de  Jesus  Cristo,  fala  acerca  das  “paixões  infames”  do
lesbianismo  (“até  as  suas  mulheres  mudaram  o  uso  natural,  no  contrário  à
natureza”) e  da sodomia (“semelhantemente, também os homens, deixando o uso
natural  da  mulher,  se  inflamaram  em  sua  sensualidade  uns  para  com  os  outros,
homens  com  homens,  cometendo  torpeza  e  recebendo  em  si  mesmos  a
recompensa  que  convinha  ao  seu  erro”)  (Romanos  1:26-27).  O  Catecismo  Maior  de
Westminster  do  Presbiterianismo  cita  versículos  como  prova  de  que  “a  sodomia  e
todas  as  paixões  infames”  estão  entre  aqueles  “pecados  proibidos  no  sétimo
mandamento” (P & R 139). 


Tão longe está Deus de ser “culpado” pela homossexualidade que Ele culpa
aqueles  acusados  pelas  suas  “paixões  infames”  e  torpeza  (Romanos  1:26-27)  e  os
pune. No entanto, não apenas os homossexuais receberão “o julgamento de Deus”;
idólatras,  inventores  de  males,  caluniadores,  soberbos,  murmuradores,  detratores,
desobedientes  aos  pais  e  às  mães,  presunçosos,  enganosos,  avarentos,  invejosos,
cheios  de  malignidade  etc.,  também  estão  debaixo  “da  ira  de  Deus”  (Romanos
1:18-32). 


Felizmente as Escrituras nos  revelam a  justiça perfeita de outro, o Filho de
Deus  encarnado,  que  é  imputada  à  nossa  conta  mediante  a  fé.  O  evangelho  de
Cristo  “é  o  poder  de  Deus  para  salvação  de  todo  aquele  que  crê”,  incluindo  o
homossexual arrependido (Romanos 1:16-17).




Angus Stewart

A prosperidade dos impios.

O Ímpio Aparentemente Abençoado.


Quanto a mim, os meus pés quase que  se desviaram; pouco faltou para que escorregassem os meus passos. Pois eu tinha inveja dos néscios, quando via a prosperidade dos ímpios. (Salmos 73:2, 3)


Quase caído 


Tão importante é a verdade da bondade de Deus para com Israel (isto é, o limpo de coração)que a batalha espiritual dos  membros de Israel depende disso. Não é exagero dizer que a dúvida dessa verdade coloca em risco a salvação do limpo de  coração.O salmista duvidou da verdade fundamental do evangelho lançada no versículo 1. Ele supôs que o oposto era verdadeiro. A verdade que Deus é bom para com Israel é certa, mas nem sempre certa na consciência do filho de Deus: “Quanto a mim” (v. 2).

O efeito dessa dúvida sobre a vida espiritual do salmista duvidoso foi que a dúvida o colou em extremo perigo espiritual.  Seus pés quase se desviaram, pouco faltou para que seus passos escorregassem.Houve a ameaça de um desastre espiritual.Se seus pés se desviassem e seus passos escorregassem, ele seria destruído espiritualmente. Ele cairia! Pense nos pés de um alpinista se desviando para um declive abrupto, ou de um soldado escorregando e caindo na batalha. A realidade seria que sua fé em Deus cedeu e se  perdeu.

O salmista chegou perto de duvidar da bondade de Deus para com ele. Isso é incredulidade. Ele  estava a ponto de concluir que tinha purificado seu coração em vão (v. 13). A apostasia seria o próximo passo, e o fim da apostasia é a destruição espiritual e eterna. A experiência do salmista é aquela de todos os santos em algum tempo de  suas  vidas. Nas tribulações mais amargas das nossas vidas, duvidamos da bondade de Deus para conosco. Duvidando, sentimos nos afastar de Deus, que é a nossa salvação.

Mas os pés do salmista não se desviaram e seus passos não escorregaram: “quase”,  mas não totalmente, “pouco faltou”, mas não inteiramente. Ele era filho de Deus, e Deus não permite que seus filhos caiam
definitivamente. Deus levantou seu filho duvidoso no final, com a verdade que o salmista tinha perdido de vista: Verdadeiramente bom é Deus para com Israel”.



A Grande Tentação

A explicação da dúvida que lançou o salmista em perigo mortal foi a prosperidade óbvia dos ímpios. A causa de sua dúvida quanto à bondade de Deus para consigo, o salmista aponta no versículo 3, como é claro a partir da palavra inicial “pois”. A causa era a “prosperidade dos ímpios”.

Como regra, o ímpio  prospera. O que consiste essa prosperidade, os versículos 4-12 descrevem em detalhe: abundância e prazeres terrenos. Aparentemente, tudo vai bem para o ímpio nessa vida. Aparentemente, essa prosperidade é bênção de Deus sobre o ímpio. Aparentemente, Deus os favorece.Em contraste, a vida do salmista era cheia  de problemas. Ele declara isso no versículo 14:“Pois todo o dia tenho sido afligido, e castigado cada manhã”.

Seus próprios  problemas são implicados por sua inveja dos ímpios.Eles têm aquilo que ele carece. As circunstâncias de sua vida eram o exato oposto das circunstâncias prósperas deles. Aparentemente, os problemas do salmista é maldição de Deus sobre sua vida terrena. Aparentemente, Deus não a favorece.

A inveja do salmista não meramente ressentia que as pessoas tinham mais do que ele, ou que os outros tinham tudo enquanto ele nada. Tal entendimento superficial da inveja do salmista, como se fosse nada mais que o ignóbil “monstro da inveja”, não faria justiça à profunda luta espiritual do homem temente a Deus.

 Sua inveja era o profundo descontentamento que Deus parecia abençoar os ímpios, que o odeiam, enquanto parecia reter a bênção de seu próprio filho, que o ama e serve. A inveja era errônea, tristemente errônea, ma somente porque residia sobre uma suposição equivocada. A suposição era que a prosperidade é graça e as riquezas bênção. Sua conclusão é que a adversidade é desfavor e  a pobreza maldição. Se a suposição do salmista estava certa, ele tinha direito de ter inveja do ímpio; assim como um filho bem comportado cujo pai o priva de coisas  boas e até mesmo o espanca diariamente, mas mostra todo sinal de amor a um garoto  depravado na vizinhança e enche esse perverso com boas coisas, poderia muito bem invejar tal garoto.

Quem culparia o filho  por pensar: “Eu poderia muito bem ser o canalha que vive ao lado”? Significantemente, a palavra traduzida como “prosperidade” no versículo 3 é a palavra hebraica shalom. “Eu tinha inveja… quando vi o shalom dos ímpios”. Shalom é a paz e plenitude que  Deus promete ao seu povo pactual no pacto da graça. O medo do salmista era que Deus dava shalom aos ímpios, aqueles fora de sua família espiritual, e negava shalom aos seus filhos. Esse medo deu origem à inveja, e a inveja considerou a noção: “Qual  é a utilidade de se temer a Deus? Eu poderia viver melhor como os ímpios”.


A Única Salvaguarda

 Contra essa triste e perigosa tentação, a qual nenhum cristão é estranho, existe uma salvaguarda, e apenas uma salvaguarda. A salvaguarda é a verdade: "verdadeiramente bom é Deus para com Israel”, com sua implicação, “e ele não é bom para com os ímpios”. Pregadores legítimos  e fiéis do evangelho devem pregar essa verdade.

Eles não devem proclamar ao rico, saudável, gordo e velho infiel, que parem de amaldiçoar, beber e fornicar para quando ouvir “Tenho certeza que sou abençoado, responder: “Sim, de fato, Deus é gracioso para com você e te abençoa abundantemente”. Se os pregadores querem estar livres do sangue de tais incrédulos, eles devem antes proclamar: “Se pensa que é abençoado por Deus, você é um tolo! A ira de Deus está te destruindo com cada dólar que você investe, cada lagosta que come, e cada fôlego que toma! Não existe bênção na incredulidade e impiedade! Nenhuma! Não  existe nenhum shalom para o ímpio, nem na eternidade que é vindoura, nem nessa vida! Arrependa-se!”.

O ministro fiel da palavra deve estar especialmente seguro que prega esse aspecto do evangelho bendito aos santos de Cristo em sofrimento. Aos pais chorando no túmulo de um filho (enquanto os vizinhos incrédulos desfrutam seus filhos saudáveis), à jovem mãe morrendo de câncer (enquanto sua vizinha perversa está cheia de vida), ao marido cuja esposa o abandonou pecaminosamente (enquanto  seu vizinho ateu está felizmente casado), ao trabalhador que perdeu o seu trabalho (enquanto o vizinho ímpio continua no seu emprego), o pastor não deve trazer a mensagem [mentirosa] que a prosperidade dos ímpios é bênção graciosa de Deus sobre eles.

Aos santos em sofrimento, essa mensagem necessariamente carrega as más notícias que as adversidades deles são evidência do desfavor divino. Mas que o ministro diga isso ao povo sofredor de Deus que está no cemitério, no hospital e no leito de morte: “Bom é Deus para com Israel. Verdadeiramente bom é Deus para com Israel”. 











  David J. Engelsma

Só existe um Deus.

“... sabemos que o ídolo não significa nada no mundo e que só existe um Deus. Pois, mesmo que haja os chamados deuses, quer no céu, quer na terra (como de fato há muitos “deuses” e muitos “senhores”), para nós, porém, há um único Deus, o Pai, de quem vêm todas as coisas e para quem vivemos; e um só Senhor, Jesus Cristo, por meio de quem vieram todas as coisas e por meio de quem vivemos.”.I Cor 8:4-6.
 
Podemos fazer uso de coisas consagradas a ídolos? Lembro-me que certa vez duas irmãs da igreja estavam conversando e uma disse à outra para jogar fora uma planta chamada espada de são Jorge porque é planta consagrada a ídolo. A dona da planta, preocupada foi perguntar ao Pastor. Veja qual foi a resposta dele: Em primeiro lugar, só existe um Deus. Segundo, ídolos são coisas inventadas por satanás para enganar os crentes ou aqueles que estão procurando Deus. Terceiro, satanás não tem direito de que qualquer coisa criada por Deus seja consagrada a ele, e foi Deus quem criou todas as coisas, e ponto final. Essa resposta é uma interpretação acertada da afirmação contida no texto “ sabemos que o ídolo não significa nada no mundo e que só existe um Deus”.Logo, não se pode consagrar nada a ídolo, somente a Deus. A resposta à pergunta inicial está no ensino de Paulo em I Coríntios 8 de que não existem coisas consagradas a ídolos porque eles não existem.

Paulo inicia o capítulo 8 de I Coríntios falando de sabedoria. Ele diz nos versos 1 e 2 que “o conhecimento traz orgulho, mas o amor edifica ” e “quem pensa conhecer alguma coisa, ainda não conhece como deveria ”. Isso é para preparar o leitor  para o problema que ele começa a tratar. Se você entendeu o ensino do parágrafo anterior, de repente você pode sair por aí “ chutando a santa, comendo galinha assada e farofa de despachos, ou quebrando estatuas de Buda”, considerando que essas coisas não têm valor nem como ídolos porque ídolos não existem. Olha o respeito e as conseqüências desastrosas que atitude assim pode acarretar.

É aqui que entra o ensino de Paulo sobre sabedoria. Essa sabedoria a que ele se refere é o ensinamento recebido da Palavra através do Espírito Santo para que saibamos discernir qual deve ser a atitude de crente, a atitude de membros do Reino de Deus. Essa sabedoria ou conhecimento dado pelo Espírito Santo é desprovida de orgulho, mas plena de amor. Logo, o primeiro aspecto da atitude de crente em relação a coisas ditas consagradas ou sacrificadas a ídolos é de demonstração de amor por aqueles que prepararão essas coisas, pois o fazem por desconhecerem a verdade. Se conhecessem a verdade, não fariam essas coisas, pois Jesus Cristo diz que “ ao conhecer a verdade, a verdade nos liberta” João 8:32, -“Eu sou o caminho, a verdade e a vida. Ninguém vem ao Pai senão por mim”,João 14:6.

O segundo aspecto é de respeito; isto significa também amor, pois quando agimos desrespeitosamente demonstramos o orgulho do conhecimento que temos e ferimos as emoções das pessoas que praticam ou que acreditam nessas coisas. O resultado é péssimo porque somos julgados como maus, ganhamos alguns inimigos, manchamos a imagem de Cristo que está em nós e perdemos a oportunidade de levá-los a conhecer a verdade. O terceiro aspecto é de entender que as pessoas crêem e fazem essas coisa porque estão à procura de Deus e acreditam que estão no caminho certo e, assim,devemos estar abertos, preparados e disponíveis para ensinar a verdade a respeito de Deus para que alcancem a salvação. Devemos orar para que o Espirito Santo nos prepare para sermos sábios quando nos defrontarmos com situações que envolvam crenças consideradas idólatras e adotemos atitudes de crente que venham a edificar os que crêem nessas coisas, aos invés de se irritarem conosco e até nos amaldiçoar. Se comer ou beber escandaliza alguém, é melhor que não coma e nem beba, diz Paulo.



Rev. Alcenir Oliveira

PODEM OS MORTOS RETORNAR A ESSE MUNDO?

Uma conferência recente numa escola americana sobre experiências extrasensoriais e viagens fora do corpo deixou claro que cresce assustadoramente o número de pessoas que afirmam ter tido experiências desse tipo.

Pesquisas indicam que quase 50% dos americanos adultos acreditam ter tido algum tipo de contato com pessoas que já morreram nos últimos10 anos. 23% deles acredita em reencarnação.Até mesmo entre os cristãos há quem acredite ter tido algum tipo de contato com alguém que já morreu, especialmente parentes queridos. Conheci cristãos que afirmaram ter visto o espírito de parentes ou ouvido vozes dos que já haviam falecido. Aparições, visões, vultos,vozes... será que realmente os que já morreram tentam se comunicar conosco? O que realmente acontece nesse tipo de experiências? A Bíblia nos diz algumas coisas com relação aos que já morreram e ao contato com eles.

1) É proibido buscar contato com os mortos. A Bíblia condena claramente a necromancia,isso é, a consulta aos mortos. Moisés disse ao povo de Deus: "Não ofereçam os seus filhos em sacrifício, queimando-os no altar. Não deixem que no meio do povo haja adivinhos ou pessoas que tiram sortes; não tolerem feiticeiros, nem quem faz despachos, nem os que invocam os espíritos dos mortos. O Deus Eterno detesta os que praticam essas coisas nojentas" (Deut 18.10-12).

2) Os mortos não podem voltar a esse mundo nem aparecer aos vivos sob qualquer forma. Jesus contou de certa feita a história de um homem que morreu e foi ao inferno. Em meio ao sofrimento, queria regressar ao mundo dos vivos para avisar a seus irmãos. Foi-lhe dito que "há um grande abismo entre nós, de modo que os que querem atravessar daqui até vocês não podem, como também os daí não podem passar para cá." Diante da sua insistência para que Deus mandasse alguém que já havia morrido para aparecer aos seus irmãos e avisá-los, Deus lhe respondeu: "Os seus irmãos têm a Lei de Moisés e os livros dos Profetas para os avisarem. Que eles os escutem!" O homem insistiu:"Só isso não basta... porém, se alguém ressuscitar e for falar com eles, aí eles se arrependerão dos seus pecados." Mas Deus respondeu: "Se eles não escutarem Moisés nem os profetas, não crerão, mesmo que alguém ressuscite." (Lucas 16.26-31). Ou seja, nenhum morto poderia regressar à terra.


3. O diabo pode se disfarçar para enganar as pessoas. O grande perigo que existe quando as pessoas desobedecem a Deus e procuram contato com os mortos, é que elas ficam expostas às mentiras de Satanás. A Bíblia diz que "Satanás pode se disfarçar e ficar parecendo um anjo de luz" (2 Coríntios 12.14). Há um caso na Bíblia em que aparentemente o diabo apareceu disfarçado como alguém que já havia morrido. Quando o rei Saul foi consultar uma necromante (o que era proibido por Deus), ele pediu para falar com o profeta Samuel, que já havia morrido. O resultado foi que "Samuel" apareceu quando invocado pela mulher: "Estou vendo um espírito subindo da terra!" -disse ela ao rei Saul. "Como é o jeito dele?" -perguntou Saul. "É um velho que está subindo! -respondeu ela. -Ele está todo enrolado numa capa". Aí Saul entendeu que era Samuel: ajoelhou-se e encostou o rosto no chão, em sinal de respeito (2 Samuel 28.13-14).

Provavelmente era Satanás fazendo-se passar por Samuel, para enganar o rei Saul e faze-lo desobedecer a Deus ainda mais. Como então explicar os depoimentos de pessoas – até cristãos – de que tiveram algum tipo de experiência com pessoas que já morreram? Acredito na sinceridade dessas pessoas. Elas realmente tiveram algum tipo de experiência. Acredito, entretanto, levando em conta o ensino da Bíblia conforme vimos acima, que tais experiências não foram realmente com os espíritos de pessoas que já morreram.

 Mortos não voltam, não aparecem aos vivos, não se comunicam com eles. É possível que foram vítimas de algum tipo de fenômeno psicológicoou mesmo até de demônios desejando enganá-los. Minha recomendação, seguindo o ensino da Bíblia, é que não se busque qualquer contato com os mortos e que se rejeite qualquer aparição, visão, voz ou comunicação que pareça vir do mundo dos mortos. Deus já determinou que fala conosco somente pela Sua Palavra, a Bíblia. Não são os espíritos de mortos que procuram contato conosco. Trata-se da nossa imaginação ou de um truque de Satanás.


"Senhor aumenta-nos a fé".

"De fato sem fé é impossível agradar a Deus" (Hb. 11:6) "... mas a palavra que ouviram não lhes aproveitou, visto não ter sido  acompanhada pela fé,  naqueles que a ouviram" (Hb. 4:2).

A conexão entre estes dois versículos nos mostra como é vã toda a atividade religiosa onde não há fé. A atividade exterior deve ser realizada correta e diligentemente, mas a menos que a fé esteja em operação, Deus não é honrado e a alma não é edificada. A fé abre o coração para Deus, e fé é o que se recebe de Deus; não uma mera aceitação do que é revelado em Sua Palavra, mas um princípio sobrenatural de graça que existe no Deus das Escrituras. Isso o homem natural, não importa o quanto religioso ou ortodoxo ele seja, não tem e nenhum de seus esforços, nem atos da sua vontade , podem adquirir. É um dom
supremo de Deus.

A fé deve operar em todas as atividades do cristão, se Deus há de ser glorificado e ele edificado. Primeiro, na leitura da palavra: "Estes, porém, foram registrados para que creiais" (Jo. 20:31). Segundo, no ouvir da pregação dos servos de Deus: "A pregação da fé" (Gl. 3:2). Terceiro, na oração: "Peça-a porém com fé, em nada duvidando" (Tg. 1:6). Quarto, na nossa vida diária: "Visto que andamos por fé, e não pelo que vemos" (2Co. 5:7) e "esse viver que agora tenho na carne, vivo pela fé no filho de Deus" (Gl. 2:20). Quinto, em nossa partida deste mundo: "Todos estes morreram na fé" (Hb. 11:13).

O que o fôlego é para o corpo, a fé é para a alma, pois alguém que sem fé busca realizar ações espirituais, é como se colocasse uma mola em um boneco de madeira, fazendo-o mover-se mecanicamente. Um professo não-regenerado pode ler as Escrituras e ainda assim não ter qualquer fé espiritual. Assim como o hindu devoto lê atentamente o Upanishad e o muçulmano o seu Alcorão, muitos países "cristãos" adotam o estudo da Bíblia e mesmo assim não tem mais da vida de Deus em suas almas do que têm os seus irmãos pagãos.

Milhares nesta terra lêem a Bíblia, crêem na sua autoria divina e se tornam mais ou menos familiarizados com o seu conteúdo. Um mero professo pode ler vários capítulos diariamente e mesmo assim nunca compreender um único versículo. Mas a fé aplica a Palavra de Deus: ela proclama Suas terríveis ameaças e tremores diante deles; ela proclama Seus solenes avisos, e procura alertá-los; ela proclama Seus preceitos e clama a Ele por graça para andar neles.

Acontece o mesmo no ouvir da Palavra pregada. Um professo carnal se orgulhará de ter comparecido a esta ou aquela conferência, de ter ouvido aquele famoso professor e aquele renomado pregador e ter tido tanto proveito para a sua alma, quanto se nunca tivesse ouvido qualquer um deles. Ele pode ouvir dois sermões todo domingo e depois de cinqüenta anos ser tão morto espiritualmente como o é hoje. Mas o homem regenerado compreende   a  mensagem   e  avalia  a   si   mesmo   pelo  que   ouve.   Ele   é  muitas   vezes convencido dos seus pecados e os lamenta. Ele testa a si mesmo pelo padrão de Deus e se
sente tão longe de ser aquilo que deveria, que sinceramente duvida da sinceridade da sua própria profissão (de fé). A palavra o corta em pedaços , como uma espada de dois gumes e o faz clamar: "desventurado homem que sou!".

Na oração, o mero professo muitas vezes faz o crente humilde envergonhar-se de si mesmo. O religioso carnal, que tem o "dom da palavra", nunca se perde com elas; frases fluem de seus lábios tão prontamente como águas de um riacho murmurante; versículos das Escrituras parecem correr através da sua mente tão livremente como pó passa pela peneira, ao passo que o pobre e oprimido filho de Deus é muitas vezes incapaz de fazer algo mais do que clamar: "Ó   Deus   sê   propício   a   mim   pecador!". Ah, meus amigos, nós precisamos distinguir nitidamente entre a aptidão natural em fazer "boas" orações e o espírito de
súplica   verdadeira:   um   consiste   meramente   de   palavras,   o   outro   de   "gemidos inexprimíveis"; um é adquirido por educação religiosa, o outro é implantado na alma pelo Espírito Santo.

Assim é também em assuntos sobre as coisas de Deus. O professo fútil pode conversar loquazmente e muitas vezes, de modo ortodoxo, de "doutrinas", sim, e de coisas terrenas também. De acordo com a sua disposição, ou dependendo da sua audiência, assim é o seu tema. Mas o filho de Deus, embora sendo pronto para ouvir o que é para a edificação, é "tardio para falar". Oh meu leitor, cuidado com pessoas que falam muito; um tambor faz bastante barulho mas é vazio por dentro! "Muitos proclamam a sua própria
benignidade, mais o homem fidedigno quem o achará?" (Pv. 20:6). Quando um santo de Deus abre os seus lábios para falar de assuntos espirituais, é para dizer o que o Senhor, em Sua infinita misericórdia, tem feito por ele; mas o religioso carnal está ansioso para que os outros saibam o que ele tem feito pelo Senhor.

A diferença é evidente da mesma forma, entre o crente genuíno e o crente nominal, com relação à vida diária: conquanto este último possa parecer exteriormente justo, ainda assim por dentro está "cheio de hipocrisia e iniquidade"(Mt. 23:28). Eles colocarão a pele de uma verdadeira ovelha, mas na realidade são lobos em pele de ovelhas. Mas os filhos de Deus têm a natureza da ovelha, e aprendem dAquele que é "manso e humilde de coração" e, como eleitos de Deus, se revestem de "ternos afetos de misericórdia, de bondade, de humildade, de mansidão, de longanimidade" (Cl. 3:12). Eles são em secreto o que são em
público. Eles adoram a Deus em espírito e em verdade.

Também é assim no fim de suas vidas. Um professo vazio pode morrer tão fácil e tranqüilamente como viveu - abandonado pelo Espírito Santo e não perturbado pelo diabo; como diz o salmista: "para ele não há preocupações" (Sl. 73:4). Mas isso é muito diferente do fim daquele cuja consciência, profundamente sulcada e reconhecidamente corrompida, foi aspergida com o precioso sangue de Cristo: "Observa o homem íntegro, e contempla o justo; porquanto o fim daquele homem é de paz" (Sl. 37:37) - sim, uma paz que "excede todo o entendimento". Tendo vivido a vida do justo, ele morre "a morte do justo" (Nm". 23:10).

E o que é que distingue um caráter do outro? onde está a diferença entre o crente genuíno e o que o é apenas no nome? Nisso: em uma fé dada por Deus e implantada no coração pelo Espírito. Não um mero concordar intelectual com a Verdade, mas um vivo, espiritual e vital princípio no coração - uma fé que "purifica o coração "(At. 15:9), que "atua pelo  amor" (Gl. 5:6), que "vence   o   mundo" (1Jo. 5:4). Sim, uma fé que é divinamente mantida em meio a provações por dentro e oposições por fora; uma fé que exclama "ainda que Ele me mate, nEle confiarei" (Jó 13:15).

É bem verdade que essa fé não está sempre em atuação, nem é igualmente forte em todo o tempo.   O beneficiário dela deve ser ensinado por dolorosa experiência que da mesma forma como ele não a criou, ele também não pode comandá-la; por essa razão ele se volta para o seu Autor e diz: "Senhor eu creio, ajuda-me com a minha falta de fé". E é assim para que quando ler a Palavra ele seja capaz de apossar-se das suas preciosas promessas; quando prostrar-se diante do trono da graça, ele seja capaz de lançar o seu
fardo sobre o Senhor; que quando ele levantar-se para seus deveres temporais, seja capaz de apoiar-se nos braços eternos; e quando ele for chamado a passar pelo vale da sombra da morte,   clame  triunfantemente:   "não   temerei   mal   nenhum,   porque   Tu   estás   comigo". 
"Senhor aumenta-nos a fé".

Arthur W. Pink

Por Seu Filho, Deus nos revela Seu amor

Nenhum homem viu a Deus nem o conheceu, mas Ele mesmo se manifestou. Manifestou-se pela fé, pois só a ela é concedida a visão de Deus. O Senhor e Criador do universo, Deus, que fez todas as coisas e as dispôs em ordem, não só amou os homens, mas também foi paciente com eles. Deus sempre foi, é e será o mesmo: Benigno e Bom, isento de ira, veraz; só Ele é Bom. E quando concebeu Seu grande e inefável desígnio, só o comunicou a Seu Filho. Enquanto mantinha oculto e em reserva Seu plano de sabedoria, parecia abandonar- nos e esquecer-se de nós. Mas, quando revelou por Seu Filho amado e manifestou o que havia preparado desde o princípio, ofereceu-nos tudo ao mesmo tempo: participar de Seus benefícios, ver e compreender. Quem de nós poderia jamais esperar tamanha generosidade?


Tendo Deus, portanto, tudo disposto em Si mesmo com o Seu Filho, deixou-nos, até estes últimos tempos, seguir nossos impulsos desordenados, desviados do caminho reto pelos maus prazeres e paixões. Não que Ele tivesse algum gosto com nossos pecados; tolerando-os, não aprovava aquele tempo de iniquidade, mas preparava este tempo de justiça. Assim, convencidos de termos sido, naquele período, indignos da vida em razão de nossas obras, tornemo-nos agora dignos da vida em razão de nossas obras, tornemo-nos agora dignos dela pela bondade de Deus. E depois de mostrar nossa incapacidade de entrar pelas próprias forças no Reino de Deus, nos tornemos capazes disso pelo poder divino.


Quando, pois, a nossa iniquidade atingiu o auge e se tornou manifesto que a paga merecida do castigo e da morte estava iminente, chegou o tempo estabelecido por Deus para revelar Sua bondade e poder. Ó imensa benignidade e amor de Deus!


Ele não nos odiou, não nos rejeitou nem se vingou de nós, mas nos suportou com paciência. Cheio de compaixão, assumiu nossos pecados, entregou Seu próprio Filho como preço de nossa redenção: o Santo pelos pecadores, o Inocente pelos maus, o Justo pelos injustos, o Incorruptível pelos corruptíveis, o Imortal pelos mortais. O que poderia apagar nossos pecados a não ser Sua justiça? Por quem poderíamos ser justificados, nós, ímpios e maus, senão pelo Filho de Deus?


Ó doce intercâmbio, ó misteriosa iniciativa, ó surpreendente benefício, ser a iniquidade de muitos vencida por um só Justo e a justiça de um só justificar muitos ímpios!


Carta a Diogneto

A Fé é Dada em Medidas?

Romanos 12:3-8
A pergunta é: A fé é dada em diferentes níveis? As pessoas têm quantidades diferentes de fé? A
pessoa pode fazer mais coisas se tiver mais fé?

Romanos 12:3, “Porque pela graça que me é dada, digo a cada um dentre vós que não pense de si mesmo além do que convém; antes, pense com moderação, conforme a medida da fé que Deus repartiu a cada um.”
Romanos 12:6, “De modo que, tendo diferentes dons, segundo a graça que nos é dada, se é profecia,
seja ela segundo a medida da fé;”

As passagens em Romanos usam a expressão “a medida da fé”. Olhando primeiramente estes versículos pode parecer que eles estejam dizendo que a fé é dada em diferentes medidas. Quando nos aprofundamos no estudo esta idéia é amadurecida. Podemos entender que a medida da fé quer dizer: ‘fé entre limites’ ou ‘a fé bem organizada’. Veremos que a fé é “medida” e não as pessoas que a possuem

É interessante notarmos que em português, as duas passagens usam a mesma expressão, mas o grego, usa duas palavras diferentes. Em o v. 3, a palavra grega significa ‘uma medida ou limitação’ (#3358), mas em o v. 6 as duas palavras gregas usadas significam ‘da palavra’ (#303, 3056) (Strong’s). A tradução poderia ser “medida ou limitação da fé” em o v. 3 e em o v. 6, a tradução poderia ser “a fé segundo a Palavra”.

Levando em conta o contexto em Romanos 12 o significado do versículo três pode ser entendido como o nosso lugar no corpo de Cristo e as nossas limitações. Cada pessoa tem a sua colocação no corpo segundo o que agrada o Senhor. Não devemos pensar além daquilo que convém mas, com moderação. A nossa capacidade de crer não é limitada mas a nossa responsabilidade no ministério do Senhor. Uma pessoa não é o corpo por inteiro mas, cada um tem uma limitação, ou medida, de operação no corpo.

Trazendo, ainda, o significado do contexto a mente, o versículo seis nos ensina que os dois dons, de profecia e de ministério, são ordinários (que continuam até o fim do século) e o da profecia deve ser o da Palavra de Deus (Gill). A profecia não pode estar além “da Palavra”. Quem profetiza deve profetizar o que crê da Palavra (Tito 1:9). Ninguém deve profetizar dúvidas ou questões que geram incertezas. Paulo repete isso a Tito dizendo que ele deve falar “o que convém à sã doutrina.” (Tito 2:1). Isso quer dizer: qualquer profecia fora do contexto da Palavra de Deus está fora da “medida da fé”.

As seguintes passagens parecem ter uma obra feita segundo a fé que cada um possuía. Cada passagem é auto explicativa e podemos concluir que os milagres foram feitos entre as pessoas conforme o poder da verdade (fé) que elas criam. Se eles estivessem crendo em algo que não é verdadeiro o sinal não seria feito. Devido sua fé estar posta naquilo que é verdadeiro, e em prova disso, o feito extraordinário foi efetuado.
Mateus 8:13, “Vai, e como creste te seja feito”. Como prova de você estar crendo em Mim verdadeiramente, o seu criado será sarado.

Mateus 9:29,30, “Seja-vos feito segundo a vossa fé.” Os dois cegos já haviam manifestado a fé em Cristo (v. 28), então, conforme as suas confissões Cristo pode curá-los, e como prova do poder de Deus, eles foram curados. ‘De acordo com essa fé que vocês confessam, serão curados.’


Mateus 13:58, “não fez ali muitas maravilhas, por causa da incredulidade deles.” É certo que Cristo é soberano, podendo fazer o que Ele quiser (Dan 4:35). O homem incrédulo não limita o poderoso Deus. Isso é o que Lucas mostra quando trata do mesmo assunto (Lucas 4:25-29). Se a incredulidade do homem limitasse a Deus, quem seria salvo pela sua graça? A frase de Marcos 6:5, “não podia” também é usada em outras ocasiões na Bíblia (Gên. 19:22; 37:4; Jer 44:22) e significa, ‘não deveria’ ou ‘não era próprio’. O assunto a não é capacidade de Cristo, mas se era próprio Cristo fazer algo com estes homens além daquilo que já havia sido testemunhado pela Sua vida entre eles. Cristo achava que não convinha fazer mais maravilhas em Nazaré para não trazer maior condenação sobre eles (Mateus 11:21-24). Ele foi criado em Nazaré e ainda assim, a cidade duvidava dele. Devido a incredulidade do povo, Cristo não achava próprio fazer algo além daquilo que já havia sido feito.

Mateus 17:20, “por causa da vossa pouca fé; porque em verdade vos digo que, se tiverdes fé como um grão de mostarda, ...” Jesus, nessa passagem, está repreendendo os seus discípulos por não crerem como deveriam. O não crer era o problema deles, não o tamanho da sua fé. “Pouca fé” esta é uma referência que mostra que eles não tinham fé (não a fé salvadora, ou a fé, mas a fé com a qual eles poderiam fazer milagres). Compare Mateus 8:26, “homens de pouca fé” com Lucas 8:25, “Onde está a vossa fé?” e Marcos 4:40, “Ainda não tendes fé?”. Então o assunto não é tanto o tamanho da sua fé mas a ausência da fé. Se tivermos a fé verdadeira, mesmo em pouca quantidade, teremos uma fé suficiente. Tendo um pouco da fé teremos o fruto do Espírito Santo. Não se pode ter metade do Espírito Santo.

Mateus 21:21, “se tiverdes fé e não duvidardes, ...” Outra vez, Jesus está repreendendo os seus discípulos. O resumo da conversa é: onde há dúvida, não há fé. “Tudo o que não é de fé é pecado.” (Rom 14:23). Se “a fé é o firme fundamento das coisas que se esperam” (Heb 11:1) então onde não se espera algo, não há fé.

Marcos 9:23, “Se tu podes crer, tudo é possível ao que crê.” Jesus está devolvendo o que foi dado a ele. O pai do endemoninhado fez uma suposição a Jesus, “se tu podes fazer alguma coisa” (v.22) e Jesus devolveu uma a ele, “Se tu podes crer, tudo é possível ao que crê.” (Gill). O poder de Cristo e a sua Divindade estavam sendo colocados em dúvida (v.19) e não a fé do homem. O poder não está no ‘crer’ mas em ‘Quem’ se crê. Jesus disse então: “se tu podes crer” (se tiver o fruto do Espírito Santo para crer) em MIM, qualquer coisa pode ser feita por Mim a este. O que está em jogo aqui não é o tamanho da fé da pessoa, mas em Quem cremos. Compare Filipenses 4:13.

Devemos entender que os crentes crescem na fé. Quanto mais o crente tem os seus sentidos exercitados pela obediência a Palavra de Deus (Heb 5:12-14) mais ele cresce nas coisas que são de Deus [(fé) Romanos 4:20]. Devemos entender que o crente cresce, e não a fé. Tendo a fé, teremos todas as suas características. O fraco é o crente. Freqüentemente, na batalha entre a carne e o espirito, duvidamos e, assim, perdemos as bênçãos de Deus (Tiago 1:6). Devemos, sempre, olhar a Cristo, o autor da nossa fé (Heb 12:2) e não às nossas próprias capacidades, pois a batalha não é da carne, nem do sangue (Efés 6:12; Rom 7:23).

Crescei na graça e no conhecimento do nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo e, assim, você crescerá na fé(II Ped 3:18)

Erros na Bíblia

A Bíblia está CHEIA de erros:
• primeiro erro foi quando Eva duvidou da Palavra de Deus;
•o segundo erro aconteceu quando seu esposo fez o mesmo;
•e assim erros e mais erros ainda estão sendo cometidos... porque as pessoas insistemem duvidar da Palavra de Deus.

A Bíblia está CHEIA de contradições:
•Ela contradiz o orgulho e o preconceito;
•Ela contradiz a lascívia e a desobediência;
•Ela contradiz o meu pecado e o seu.

A Bíblia está CHEIA de falhas:
•porque Ela é o relato de pessoas que falharam muitas vezes ;
•assim foi com a falha de Adão;
•com a falha de Caim;
•e a de Moisés;
•bem como a falha de Davi e a de muitos outros que também falharam.
•Mas Ela é também o relato do amor infalível de Deus.

Deus NÃO ESCREVEU a Bíblia:
•para pessoas que querem jogar com as palavras;
•para aqueles que gostam de examinar o que é bom mas sem fazê-lo;
•para o homem que não acredita porque não quer.

O homem moderno DESCARTOU os ensinamentos da Bíblia:
•pelas mesmas razões que outros homens tem descartado através da história, por grandeignorância a sua verdadeira mensagem e conteúdo;
•intransigente apatia em recusar considerar suas declarações;
•bem conhecidos pseudo-cientistas posando de críticos honestos;
•convicção secreta de que este Livro está certo e de que os homens estão errados.
•Somente uma pessoa PRECONCEITUOSA acreditaria que:
•os ensinamentos Bíblicos são passados e irracionais, sendo princípios arcaicos e sem propósito;
•a Bíblia está cheia de discrepâncias e afirmações inaceitáveis;
•Ela só poderia ser trabalho irrelevante e não inspirado de meros homens.

A Bíblia é , afinal, somente mais um LIVRO RELIGIOSO:
•para milhares que não se arriscam serem honestos consigo mesmos e com Deus;
•para aqueles que tem medo de aceitar o desafio do próprio Deus a um exame honesto;
•para aqueles que não querem examiná-la a fundo porque Ela diz verdadeiramente como os homens são.

E você não pode ENTENDER ou CONFIAR no que a Bíblia diz:
•a menos que você esteja disposto a considerar as evidências e encarar face a face oAUTOR

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Curiosidades.

O nome "Bíblia" vem do grego "Biblos", nome da casca de um papiro do século XI a.C.. Os primeiros a usar a palavra "Bíblia" para designar as Escrituras Sagradas foram os discípulos do Cristo, no século II d.C.

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